Como este atlas funciona

O que o atlas é, como ler os resultados, de onde vem cada número, como conferir e o que a análise não consegue dizer.

O que é

O atlas lê os arquivos oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o 2º turno presidencial de 25 de outubro de 2026 e, quando o teste permite, compara com 2022. São 12 pranchas em quatro partes (Resultado, Sinais, Alegações e Verificação) e uma ficha para cada estado e cada município.

A leitura é descritiva. Cada quadro diz a pergunta que responde, o que mostra e o que não mostra. O atlas não declara que houve nem que não houve fraude.

Para começar por uma dúvida, use o sumário da prancha 1 ou o índice remissivo (atalho Ctrl K ou ⌘ K): ele encontra estados, cidades, assuntos e alegações, mesmo sem acentos.

Como ler os status

Cada proposição testada recebe um de quatro status. O status vale para a frase escrita e para o critério registrado antes do teste; não é um veredito sobre a eleição.

Confirmada
A proposição escrita atingiu o critério do teste. Isso não significa fraude confirmada.
Contrariada
O teste não sustentou a proposição pelo critério adotado. Isso não prova equivalência nem ausência de fraude.
Não avaliável
Os dados ou as condições disponíveis não permitem avaliar a proposição.
Pendente
A verificação ainda está em aberto.

As contagens de status contam proposições, não votos. Ausência de significância estatística não prova que dois grupos são iguais, e comparar com 2022 não pressupõe que 2022 foi íntegra: é só a linha de base.

De onde vêm os números

Os números eleitorais vêm do portal de dados abertos do TSE: votação por seção eleitoral, detalhe da votação por seção e eleitorado por local de votação, em 2022 e 2026. Testes específicos também usam boletins de urna e registros (logs) das urnas.

Duas análises com critérios diferentes, o critério estrito e o critério ampliado, registraram hipóteses e limiares antes de olhar os resultados. Elas ficam separadas: o atlas nunca soma as listas das duas numa contagem única de votos ou seções sinalizadas. Um segundo processamento dos totais oficiais confere as somas usadas pelas duas.

Pesquisas, alegações, documentos institucionais e a tabela de uso de IA por estado não vêm do TSE. Aparecem marcados como fonte externa, com endereço e data de consulta.

Como conferir um número

  1. Em cada quadro, o botão Fonte e método mostra o conjunto de dados, o arquivo de origem, a regra de cálculo e o hash do arquivo.
  2. Todo gráfico tem Ver valores do gráfico: a tabela com os valores desenhados, nas unidades dos eixos.
  3. As tabelas têm busca, ordenação e exportação em CSV do recorte filtrado.
  4. O registro dos números lista cada campo numérico com o arquivo de origem, o hash SHA-256 e a operação aplicada. As fontes externas trazem endereço e data de consulta.
  5. Os relatórios completos de cada análise estão na prancha 11, Métodos e fontes, agrupados por método.

A cada reconstrução, uma verificação automática sorteia, com semente fixa, 20 números exibidos na tela que copiam um resultado original e reabre o arquivo de origem de cada um. Margem e ganhos entre turnos são recalculados de forma independente. Isso não é uma auditoria de todas as fórmulas estatísticas.

Como a análise foi feita

As análises, o código e este atlas foram produzidos com agentes de IA, a partir de hipóteses e limiares registrados antes dos testes. Revisões independentes, também feitas por agentes, conferiram afirmações, limites e números; não reavaliaram a escolha dos testes. Os relatórios completos registram cada alteração e o motivo.

As hipóteses do critério estrito foram registradas já conhecendo as alegações que circulavam; não é uma análise cega. As sensibilidades acrescentadas depois aparecem identificadas como tal.

Acessibilidade e aparelhos

  • Tudo funciona pelo teclado, com foco visível; as janelas fecham com Esc.
  • Botões e links têm área de toque de pelo menos 44 px.
  • Status nunca dependem só da cor: cada um tem símbolo e nome. Cores dos candidatos foram conferidas para daltonismo nos temas claro e escuro.
  • Todo gráfico tem uma tabela equivalente; mudanças de página e resultados de busca são anunciados a leitores de tela.
  • Tema claro e escuro, botão Texto maior, alto contraste do sistema, redução de movimento e impressão são respeitados.
  • A página se reorganiza a partir de 320 px de largura e com o texto ampliado a 200%, sem rolagem lateral.

Verificação automática feita no Chrome, em larguras de 320, 390, 768, 1024, 1440 e 2560 px, nos dois temas, e com texto a 200% em 320, 390 e 768 px. Ainda não testado em aparelhos físicos (celulares e tablets) nem nos navegadores Safari e Firefox.

Limites

  • Conteúdo do boletim de urna, hash de arquivo e assinatura digital são verificações distintas. A assinatura digital não foi validada.
  • Dados agregados não identificam o voto de ninguém nem provam causa.
  • Os critérios estrito e ampliado usam filtros diferentes; números de um não substituem os do outro.
  • Notícias e documentos institucionais não equivalem a uma apuração independente nem a uma decisão final.
  • As demonstrações de probabilidade não classificam fraude e não alteram nenhum status.
  • A documentação primária consultada não confirmou a origem brasileira da tabela de uso de IA; as correlações dependem de a tabela estar correta.

Medição de audiência

No endereço publicado, o atlas usa o Google Analytics para contar visitas: qual prancha foi aberta, de onde veio a visita e a campanha do link, quando houver. Ano, território, lugar consultado e buscas não são enviados. Os sinais do Google e a personalização de anúncios estão desligados. Aberto direto do disco, nada é carregado de fora, e um bloqueador de anúncios não impede a leitura.